Espanha está a enfrentar uma greve em todos os setores do ensino, uma paralisação inédita que junta pela primeira vez sindicatos, associações de pais e professores e representantes de alunos.
Nas áreas de ensino profissional prioritárias para jovens, metade estão na indústria. No setor dos serviços estão apenas referenciados a restauração e hotelaria e o turismo e lazer.
Os Centros Novas Oportunidades que só têm contrato até agosto vão poder candidatar-se, durante esse mês, a um prolongamento dos seus contratos, mas o despedimento de formadores é um cenário provável, adiantou o Governo.
O Ministério da Educação anunciou a criação de 115 agregações de escolas para o próximo ano letivo, cuja dimensão varia entre 3105 alunos num agrupamento de Lisboa e 889 em Serpa.
O ministro Nuno Crato e o deputado Emídio Guerreiro defendem um modelo em que a aposta seja a qualificação e não a certificação. O PS defende que o programa Novas Oportunidades não pode ser confundido com «mera certificação».
O presidente de um destes centros diz que parece que o atraso nos pagamentos prometidos pelo Governo parece uma «pressão psicológica para desistirmos».
O ministro da Educação lamentou que os jovens com vocações necessárias ao país não as sigam porque «na altura certa» não conseguiram adquirir os conhecimentos necessários e defendeu que o remédio contra isso é aumentar a exigência.